"Revolução da Liberdade" - Primeiro Capítulo

Cena 1: 1956/ Portugal/Lisboa/Casa de Luísa/Interior Luísa e Pedro estão almoçando. LUÍSA: Este país tá cada vez pior! PEDRO: É! Salazar está completamente louco! Não aguento mais esta situação! LUÍSA: Não sei o que é pior! Aguentar Salazar ou ter que aguentar as armações do António contra nós! PEDRO: Não sei o que viste nele! LUISA: Eram outros tempos! Nunca pensei que ele viria a se tornar num monstro! PEDRO: O pior de tudo é que não podemos sequer sair deste país! LUÍSA: Bom, a PID controla tudo! Por isso, tu já sabes! Cena 2: Quinta de António/Interior Amélia serve o chá a António e Vera! ANTÓNIO: Obrigado pelo chá, Amélia! AMÉLIA: Se precisarem de alguma coisa é só chamarem! Amélia sai. VERA: Esta tua empregada é mesmo fiel! ANTÓNIO: Sim! Mas não é por isso que eu chamei te a aqui! VERA: Sobre o Pedro e a Luísa? ANTÓNIO: Exatamente! Temos que nos unir para separá-los! VERA: Eu como tua irmã, acho que devias desistir dos teus planos! ANTÓNIO: Mas eu amo a Luísa! VERA: Amor não é posse! Por isso, desiste logo de uma vez por todas! Cena 3: Governo/Sala de Reuniões/Interior Salazar está reunido com Marcelo Caetano. SALAZAR: O povo está cada vez mais descontente! MARCELO: E o que queres fazer? SALAZAR: Não sei! Temos que continuar as perseguições aos nossos opositores! MARCELO: Ouvi dizer que General Humberto Delgado está a preparar uma revolta! SALAZAR: Ele não tem hipóteses contra mim! MARCELO: Ninguém tem tem! O povo pode achar muita coisa sobre nós mas nós somos superiores a essa gentinha! SALAZAR: É por isso que quero que um dia sejas meu sucessor! MARCELO: Podes crer que eu vou manter este país em ordem! Cena 4: Cidade Rural/Lisboa/Casa de Martim/Interior Numa cidade muito pobre, vive Martim e Clara um casal que também está descontente com a situação de Portugal. MARTIM: Até quando vamos continuar a viver este inferno! Os impostos estão sempre a aumentar! CLARA: Qualquer dia nem teremos dinheiro para comer! MARTIM: O que importa é que temos um ao outro, meu amor! CLARA: É! O resto não importa! //Não muito longe dali// Branca, ex-noiva de Martim, está vigiando o casal junto da sua amiga Elisa. BRANCA: Um dia vais voltar pra mim, Martim! ELISA: Não sei porque contínuas a lutar por causas perdidas! BRANCA: Eu nunca irei desistir dele! Nem que tenha que matar aquela puta! ELISA: Não podes estar a falar a sério! BRANCA: Claro que estou! Odeio-a! Por causa dela o Martim abandonou-me! Cena 5: Lisboa/Rua/Exterior Um protestante está tentando fugir da PID! PROTESTANTE: Vocês nunca vão me apanhar! GUARDA DA PID 1: Você vai se arrepender! GUARDA DA PID 2: Apanhei-te! Os guardas começam a espancar o protestante e levam-no preso. GUARDA DA PID 1: Mais um a juntar se à nossa coleção de reclusos! Cena 6: Perto da Casa de Luísa/Exterior Luísa e Pedro estão a sair de casa e vê-se ao longe, António com um revólver a apontar a Pedro. ANTÓNIO: Desta vez tu não vais escapar! Vera aparece na casa do casal e António dispara sobre a irmã sem ter a noção! LUISA: Não!!! Vera! PEDRO: Temos que levá-la para um hospital! LUÍSA: Aguenta-te, Vera! VERA: O António... Queria.. Matar... O.. Pedro.. E me... Matou... Vera não resiste à bala e morre.
LUISA: O António vai ver! Já estou cansada das tentativas daquele canalha! PEDRO: Matar a própria irmã? Ele está louco! LUISA: Mas não vai ter próxima! Na próxima vez, eu mato ele! Cena 7: Quinta de António/Interior ANTÓNIO: Não! Porque é que a Vera apareceu? Agora ela está morta por minha culpa! AMÉLIA: A culpa não foi sua Dr. Ela é que apareceu na frente! ANTÓNIO: Não posso falhar agora! AMÉLIA: Você sabe que eu estou sempre do seu lado! ANTÓNIO: Eu sei! Obrigado, Amélia! GANCHO

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